Sábado, 2 de Junho de 2012

Resumo do dia (até às 17h00)...

Cruzando a actividade de Zumba (uma actividade física demasiado rápida e ritmada para a coordenação psicomotora de psilipe) que foi praticada hoje num convívio com pais da creche da Mariana, com uma sessão de orientação vocacional que conduziu, imediatamente a seguir, a conclusão do dia é que psilipe não tem a mínima vocação para "zumbar" e que se tal actividade fosse basilar na vida profissional de psilipe o seu destino imediato seria o desemprego de longuíssima duração...

Quem raio inventou o Zumba?!

Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Usurpação de funções?!

Começa a incomodar-me um pouco que possa acabar na prisão se, um destes dias, me auto-intitular como padre e celebrar missas e baptismos (fico-me por aqui, não incluindo a parte da pedofilia), mas que, por outro lado, um padre se possa arrogar do estatuto de psicólogo, seja ufanado como tal pela sociedade, realizando umas quaisquer terapias que, porventura, inventou, sem que ninguém se questione sobre as suas habilitações para tal e sobre a perigosidade/perversidade de tais aventuras narcísicas...

Mas, por outro lado, e pensando por outro prisma, há tantas classes que se arrogam do estatuto de psicólogos populares... porque raio não poderia um padre fazer parte de um clube que inclui taxistas, barbeiros, manicures, strippers. Graças a Deus.

Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

Convém lembrar que...

...há, mais ou menos, uma semana, a Académica ganhou a Taça de Portugal em futebol, numa extraordinária festa no Jamor.

Sim, somos campeões.

video

It's the end of the crisis as we know it...

Os companheiros que frequentam este espaço com maior assiduidade, além de possuírem problemas sérios do foro psicopatológico comprovados por tal hábito, deverão ter reparado numa contagem decrescente colocada no lado direito do blogue. Corria o mês de Novembro, e quando ainda era uma esperança do Governo, qual Porfírio da política portuguesa, quando Álvaro, o ministro cool, proclamava o início do fim da crise durante o corrente ano...

Sim... deve estar quase. Mas, mal por mal, é melhor esperar sentado...

Parece o Inimigo Público... mas não é...

Vivemos num mundo estranho que passa por tempos bem estranhos... As notícias de hoje dariam uma edição inteira do Inimigo Público ou de qualquer publicação que procurasse viver de notícias inventadas, mas com potencial de provocar um sorriso nas pessoas ou para satirizar realidades. Preparai-vos, pois ireis entrar numa espécie de Quinta Dimensão... Todas as notícias, muito embora possam não o parecer são rigorosamente verdade. O José Vilhena não faria melhor...


Manchete

Merkel indica Berlim, num mapa, como sendo na Rússia


Chamadas de capa

Cavaco Silva destaca que os australianos necessitam do nosso "cock*" para engarrafar o seu vinho

Um jogador de futebol foi expulso por não querer cantar o hino do seu país

Enfermeiras trabalham a troco de casa, comida e roupa lavada


Páginas interiores

FLA irá realizar uma manifestação pública a favor independência dos Açores em Junho de 2012

Jardim alvo de uma moção de censura na Madeira que poderá conduzir a um governo de salvação regional

Presidente do FMI escarnece contra um país europeu e os seus habitantes


500 crianças da Casa Pia usadas como cobaias em estudo

Moody's elogia Portugal


Estranho, não?...


* Palavra inglesa que significa pirilau, mas em feio.

EUA: a sociedade que não acredita em bruxas, simplesmente precisa de acreditar em bruxas...

Nick Hanauer é um senhor que, pelo que pude perceber, tem dinheiro para burro, que ganhou com vários negócios de sucesso relacionados com a Internet. Nick Hanauer tornou-se mais conhecido, ainda, pelo facto de uma conferência que realizou nas TED Conferences ter sido censurado por tal organização, ao não ser divulgado na Internet no site da mesma.

E porquê, perguntar-se-ão? Porquê censurar uma conferência, num espaço que se distingue pela forma como se dá voz à criatividade, irreverência, inovação e pensamento "out of the box"? 

Na sua conferência, o milionário Nick, num exercício que considero refrescante, defende um novo modelo de organização fiscal, que privilegie uma maior sobrecarga das classes mais abastadas (o propalado 1%), sustentando que o poder de Criação de emprego está na classe média, e no seu poder de consumo, e não na classe dos capitalistas empreendedores, tão endeusados na sociedade americana. Defende que o reforço do poder de compra da classe média, que evoluíu a uma velocidade bem menor do que os ganhos do tal 1% mais privilegiado, permitiria alavancar a economia de uma forma bem mais pujante, permitindo que os mais ricos continuassem o seu nível de enriquecimento associado a uma maior qualidade de vida e maior rendimento anual daqueles que beneficiam de menor fulgor na sua conta bancária.

Claro que o senhor não é um perigoso esquerdalho", defendendo, simplesmente, aquilo que pensa ser a forma de conseguir aumentar, ainda mais, os seus rendimentos... no entanto, professa um conjunto de ideias que penso serem dignas de atenção e que o tornam tudo menos um perigoso incendiário, doutrinário de esquerda. Pena que, tal como já se sabia e tal como noutras sociedades, não haja espaço para a troca de ideias livre na sociedade americana. A censura realizada é um claro exemplo disso... 

Quando já não existem bruxas para caçar, há que inventá-las...

Abaixo, fica o vídeo da conferência do senhor Nick Hanauer, numa universidade americana.


No vídeo seguinte, encontramos uma entrevista/interrogatório realizada por um profissional da FOX News, estação televisiva que funciona como megafone ultraliberal no país do Tio Sam, assumindo a sua parcialidade e enviesamento e a sua saga contra a presidência de Obama, em nome da América conservadora, ultraliberal e ideologicamente rígida nos seus ideais de Direita. Nele fica visível a necessidade de prosseguir a caça às bruxas, alargando-a o máximo possível... É impressionante como a questão já não é acreditar, ou não, nas bruxas, mas, simplesmente, não saber viver sem elas. Mesmo que elas não existam. O senhor McCarthy, no seu túmulo, deve estar orgulhoso.

A silly-season futebolística - versão 2.0

Quem conhece psilipe sabe do seu fascínio pelo mundo do futebol, visível nos últimos tempos no seu pasquim informático, que levavam a que, enquanto petiz, soubesse o clube em que jogava todo e qualquer ser humano que fosse futebolista e que jogasse acima dos Distritais. As transferências* dos jogadores eram, consequentemente, acompanhadas ao pormenor, numa permanente actualização da sua base de dados futebolística. psilipe cresceu, mas a mania não se extinguiu... Face a tal, o período que surge após o final dos campeonatos é, de forma pavloviana, seguido com atenção, o que lhe permite ter um lugar de plateia para esta autêntica silly-season.

No ano passado, e na tentativa de procurar testar a frequência de disparates da silly-season futebolística, no defeso (período compreendido entre o término do campeonato e o início da época seguinte), procurei elencar o número de jogadores apontados/indicados pela comunicação social como futuros elementos do plantel do Benfica na época 2011/2012. O exercício foi feito e permitiu encontrar um número bem interessante e, por outro lado, constatar o número elevado de disparates que têm que acontecer para justificar o número bem silly de media que subsistem com base no futebol (e não no desporto, que é uma coisa bem diferente e que seria bem mais desejável...).

Este ano, repetirei o exercício, voltando a utilizar o Benfica como cobaia. Não porque aprecie tal colectividade mais do que outras, mas porque é o clube que mais vezes surge nas parangonas.

E o disparate continua... A partir de 20 de Maio até hoje, todos estes jogadores já foram referidos como futuros elementos do plantel do SLB.

Caballero, Ola John, Éder Luís, Kardec, Salvio, Yannick Augemon, Fábio Silva, Derlis Gonzalez, Rojo, Ederson, Hugo Vieira, Simão, Fidel, Elia, Enzo Pérez, Djaniny, Funes Mori, Melgarejo, Oblak, Miguel Rosa, Ismael Yartey, Ansaldi, Siqueira,...

And counting... and counting...

A contagem será realizada numa caixa lateral aqui do pasquim...

A que número chegaremos? O que vos parece?...


* Vamos utilizar o termo transferências, uma vez que, desde puto, psilipe nunca gostou do termo "comprar" e "vender" jogadores... chiça, são pessoas**!


** Chamar "clientes" às pessoas que frequentam consultórios de Psicologia Clínica também é coisa que não gosta muito... Aliás, que detesta.

Euro 2012: mais um exercício de negação colectiva

Honre-se o futebol nacional, e a sua Selecção, como um exemplo atípico de sucesso e de demonstração de qualidade nacional... Exulte-se pela forma como conseguimos, através da bola, alcançar lugares cimeiros em ranking de coisas positivas, que não impliquem o consumo de substâncias psicoactivas. Reconheça-se a forma como, através da Selecção, se projecta a imagem de Portugal e se angaria atenção positiva para o nosso país de uma forma eficaz, que poucas outras actividades conseguem, superando a utilidade prática de muitos milhões de euros gastos em promoção turística (não é, Manuel Pinho?...).

Mas, meus amigos, prosseguir a partir dos pontos de vista que elenquei e cavalgar desajeitadamente nos degraus na longa escadaria do delírio colectivo e da negação das evidências, é outra coisa totalmente diferente... Bem sei que, à auto-estima colectiva do País, é demasiado fácil não aproveitar a possibilidade de se enganar, durante umas semanas, com a doce fantasia de um sucesso futebolístico, que permitiria suplantar várias potências europeias, Angela Merkel. Bem sei que, à boa maneira lusitana, temos um craving genético para estas narrativas de suplantação, em que os Davides em dificuldades constroem sucessos estrondosos, quais underdogs que goleiam os malfadados Golias. Bem sei  tudo isso mas, como alquimista da mente que sou, tenho uma tendência inexorável para confrontar os pensamentos, ideias e expectativas com a realidade.

E, ao fazê-lo, diria que se torna bastante racional apanhar o elevador para o rés-do-chão da humildade e da razoabilidade das ideias. Senão, vejamos... Abaixo coloco um possível onze, produzido a partir dos 23 convocados pelo Paulo Bento. Dirão aqueles que se agarram, com unhas, dentes e pitons de chuteira, ao aparente embalo da negação delirante que este onze é muito diferente daquele que entrará em campo... Respondo que uma Selecção é forte pela média dos seus componentes e não pela existência de meia dúzia de futebolistas de excepção... Por muito que nos custe, os tomahawks do CR7 não chegam para derrotar todos os Adamastores.

Beto
Miguel Lopes, Ricardo Costa, Rolando, Miguel Veloso
Ruben Micael, Custódio, Hugo Viana
Nelson Oliveira, Hugo Almeida, Quaresma

Esperemos que o País não se magoe no brusco retorno à realidade que acontecerá pela Europa de Leste... Mas, atenção, não se entenda que psilipe é um ser cruelmente racional. Não. Apenas tem noção das consequências nefastas para o ego nacional do descontrolo das expectativas e do retorno doloroso à realidade.

Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

Um momento alto...

... que valeu bem mais do que uma Taça. Significou a reafirmação de identidade, de singularidade, de valores únicos e o sublinhar daquilo que Coimbra e a Académica representam. Foi lindo. Foi um privilégio lá ter estado e ter feito parte da festa. Sim. Assisti a uma festa, não a um mero jogo de futebol. Assisti a algo mais do que um jogo da bola, ou não estivesse em campo a Briosa... somos muito mais do que um colectividade do jogo da bola, por muito que tantos não o compreendam, respeitem e não usem da reverência a que o bom sendo obrigaria. Numa palavra, obrigado.


PS: depois de ter estado no Jamor, torna-se impossível entender que tantos e tantas critiquem o facto de a final da Taça ali ser jogada... A atmosfera é única e respira-se um ambiente que imuniza contra o mercantilismo que mina o futebol moderno (seja lá isso o que for...). Retirar a Taça do Jamor será contribuir para o seu declínio e para a sua morte enquanto festa do futebol e não, simplesmente, festa de três clubes ditos grandes.


Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

Ou se tem... ou não se tem...

Os marketeers do FC Porto acharam por bem, na sua página de Facebook, promover a sua suposta omnipresença nacional à custa de Coimbra e, indirectamente, da Academia, num estilo bem trauliteiro e parolo.


A Académica respondeu com classe.



Ou se tem, ou não se tem.

E Domingo que nunca mais chega...

Domingo psilipe vai estar no Jamor.

Domingo psilipe vai ver in loco a Académica na Final da Taça.

A partir de Domingo só lhe fica a faltar escrever o raio do livro para cumprir o seu roteiro... Já plantou uma porrada de árvores, já fez a bebé mais espectacular do mundo e já viu a Académica no Jamor.

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

A economia dos prefixos...

Nestes tempos em que a economia é omnipresente e omnipotente, sejamos coerentes. Falemos de economia, mas, desta vez, sem falar de dinheiro, nem de mercados, nem de dívida. Falemos da economia dos prefixos. Poupemos em alguns e façamos da semana que agora se inicia uma boa semana...


Domingo, 6 de Maio de 2012

A miúda do Exorcista...

... deve estar cheia de inveja da capacidade de rotação do pescoço do Edinho. 

Sim, o homem falha golos que se farta. Mas este golo é um espectáculo. Esperemos que seja o golo da salvação e da manutenção. É que ir ao Jamor na Segunda Liga será bem agridoce. Mas se for, que seja! Na Primeira, na Segunda, nos Distritais a Académica será sempre única. E, tal como noutras alturas, contra tudo e contra todos, estaremos de volta. Mas, obviamente, esperemos que o Jamor receba uma Académica motivada pela manutenção, disposta a pintar de preto* o Jamor. 


Não, não é uma homenagem ao Yekini.

Lá na France...

... parece que ganhou o Hollande. Nem em bicos de pés o Sarkozy lá chegou.

No Reservations in Lisbon

Gosto do Anthony Bourdain e do seu No Reservations. Gosto do estilo e da sua fuga genuína ao mainstream gastronómico-turístico-cultural. No episódio que aqui publico, encontramos o nosso Anthony na nossa Lisboa. Encontramo-lo, entre bifanas, camarões ou pregos no pão, a embrenhar-se no país. Apreciamo-lo, entre finos, morcelas ou ginjinhas, a absorver uma cultura*. Apreciamo-lo a gostar do que é nosso. Gostei de ver este programa, onde foram vincadas, sublinhadas e valorizadas vários aspectos da nossa portugalidade, alguns dos quais marcados por uma enganadora e enviesadora simplicidade... "Bifana, fucking good!, diz ele... Portugal, é do caralho!, digo eu. Mesmo que, em tempos de tempestade, possa não parecer.



* A relação do Bourdain, se bem me lembro, com Portugal começou nos tempos em que, em início de carreira, contactou com vários portugueses nas cozinhas onde trabalhou. Várias são as referências, em entrevistas, à qualidade de trabalho dos mesmos e à forma como lhe permitiram um primeiro contacto com sabores, iguarias e tradições nacionais.

Deus ou Jesus?

Depois de ler esta declaração, concluí que Vitor Pereira padece do mesmo problema que psilipe quando frequentava a catequese em Vila Nova de Monsarros. Também confunde Deus com Jesus.






Numa palavra...

...liderança. Tendemos, muito comummente, a confundir liderança com autoritarismo, quiçá ainda em ressaca de quase meia década de ditadura. Tendemos a confundir líderes com ditadores. Neste vídeo, que retrata a despedida de Pep Guardiola, treinador do FC Barcelona, constata-se a forma como todos os presentes saúdam o seu futuro ex-treinador e como no futebol moderno (como gostam de dizer os teóricos da bola de hoje) ainda é possível observar valores muito interessantes. Por fim, saudar a forma como o Barça é, riam-se se quiserem, tal como a Académica mais do que um simples clube de jogo da bola. É, Realmente, imenso.

Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Dia Mundial do Jazz

Diz-se pr'aí que ontem foi o Dia Mundial do Jazz... parece-me bem.






O novo slogan do Pingo Doce...


Chuck Norris @ Pingo Doce?

Parece que houve vários cataclismos sócio-culturais em várias delegações do Pingo Doce por este país fora... Aqui fica o cartaz do filme que será realizado, um destes dias, e que retratará toda a barbárie e carnificina humana (e moral?) deste dia do Trabalhador.


Domingo, 29 de Abril de 2012

Definitivamente...

...psilipe continua a não saber conjugar eficiência com eficácia. Não que não vá sendo razoavelmente eficaz, mas atinge níveis fraquinhos no domínio da eficiência. É pena.

Ultimamente...

... parece que vivo num episódio gigantesco da Twilight Zone face a tantas e tantas coisas que vejo e leio. Good lord.

Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

Uma música e letra do caraças... bem terapêutica.



O Passado é um País Distante

O passado é um país distante
que distante é a sombra da voz
o passado é a verdade contada
por outro de nós

Estranho som
o da memória a recordar
ao longe reconheço a casa
e a língua familiar
estranho, o som da língua
na frase familiar
o mar
galgou numa outra língua, o mar
nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Estranha sombra
a que por vezes cobre o olhar
dir-se-ia que escurece só
p´ra então iluminar
as sombras a retalho
na face familiar
o mar
galgou por sobre a sombra, o mar
nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Estranho sono
o que nos faz rememorar
na rua paralela o passo
outrora familiar
há casas tão mudadas
na rua familiar
o mar
galgou por sobre a rua, o mar
nunca será demais lembrar
é um outro olhar para outro olhar

Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Dos casulos e das sementes... psilipe a tentar ser inspirador.

Partindo de uma frase de Rubem Alves, descoberta no Compêndio das Fuças, deu para pensar nisto...

Há coisas que têm o seu curso, o seu percurso. Por muito que gostemos de/nos defendamos com uma certa arrogância intelectual, em que nos revestimos de uma omnipotência batoteira o que é certo é que há coordenadas que não podem ser encontradas instantaneamente com um qualquer aparelho electrónico, que dispense reflexão, crítica, esforço e coragem... Tal como quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo acaba por a matar, tal como quem desfaz a semente, antes de tempo, par a ajudar a crescer, acaba por matá-la, há certas coisas que não podem ser forçadas, nem sintetizadas quimicamente ou artificialmente. Têm, mesmo, de acontecer de dentro para fora... Mesmo. Mesmo que nos custe. Mesmo que não gostemos de nos resumir à nossa verdadeira significância.

Tenho dito.

GR(H)

É impressionante como a (aparente?) complexidade da gestão de recursos humanos acabe por levar a que as pessoas se fiquem pela simples gestão de recursos, desprezando a componente humana, aquela que, no fundo, constitui o verdadeiro catalisador das organizações...

Domingo, 15 de Abril de 2012

As pessoas que lidam mal com os imprevistos...

... devem adorar o blogue do psilipe. Não se passa nada nos últimos tempos. Bem tranquilo, bem previsível. Que terapêutico deve ser, em tempos de mutação desmesurada de tudo. Só por isso, só para proporcionar um oásis de constância é que não tenho publicado coisas. Quem é amigo, quem é?

Sexta-feira, 30 de Março de 2012

É favor...

... não falarem comigo sobre a Académica nos próximos dias. Não prometo que responda por mim.

Segunda-feira, 26 de Março de 2012

Penso estar a ficar acometido de um surto de...

... empatite, esse malfadado osso do ofício dos alquimistas da alma, aprendizes de feiticeiro, vulgo psicólogos clínicos.

"A cerveja...

... dá trabalho a 75000 portugueses". É impressão minha ou isto assemelha-se a chavões de outros tempos,  naqueles da outra senhora, em que se garantia que beber vinho dava de comer a um milhão de portugueses? 


Domingo, 25 de Março de 2012

Carisma

Meu Deus... António José Seguro está para o carisma como José Sócrates para o Inglês Técnico. Ou seja, fraquinho. O PSD agradece.

Segunda-feira, 19 de Março de 2012

Papá...

Depois de um dia em que a Mariana repetiu a palavra "papá" por, seguramente, 23566 vezes, irei recolher ao leito com um sorriso nos lábios, lembrando-me da sua expressão feliz enquanto repetia esses dois ás e pês intercalados. É fixe ser pai.

Sábado, 17 de Março de 2012

Como dar a volta...

... aos trabalhinhos pedidos aos pais que têm petizes nas creches, aproximando-se o dia do Pai? Escrevendo um texto bonito e divertindo-nos com isso. O pedido era fazer um ou trabalho sobre, por exemplo, um passatempo, uma brincadeira feita com os miúdos. psilipe escreveu isto.


Mariana: a caçadora de tesouros
Eu e as minhas duas princesas, a Mariana e a sua mãe, gostamos de procurar e encontrar tesouros numa ilha mágica, escondidos por piratas, aventureiros, conquistadores e corajosos guerreiros. Muitas vezes arrancamos no nosso tesouromobile, veículo especializado na busca de coisas preciosas escondidas, para a caça aos tesouros e deambulamos pela ilha mágica em busca das mais preciosas coisas, camufladas na beleza de uma natureza deslumbrante da ilha mágica, que aprendemos a amar e a sentir como nossa. Descobrimos tesouros muito bonitos e inesquecíveis, que presenciaram todas as aventuras de corajosos e intrépidos conquistadores que, no meio da agitação das suas batalhas, os tiveram que esconder para que ninguém os conseguisse encontrar… Depois destas nossas aventuras, guardamos todos os tesouros e, de vez em quando, também escondemos tesouros para que outras pessoas possam brincar à caça ao tesouro, também… Gostamos muito destas aventuras e de conseguir, nem que seja por um bocadinho, aceder a um mundo de fantasia. E é mesmo isso que fazemos! No fundo, limitamo-nos a praticar, na Ilha Terceira, um jogo chamado Geocaching, onde procuramos pequenas caixas escondidas com pequenos brindes, utilizando, para tal, um aparelho GPS e o carro de todos os dias… Mas, o que seria de nós, dos nossos pequenos e das brincadeiras que fazemos com eles, sem uma boa dose de fantasia e imaginação?...

Quinta-feira, 15 de Março de 2012

Once again, Otelo Saraiva de Carvalho!

A propósito destas declarações de Otelo, em que produz a enésima referência à necessidade de uma revolução em Portugal, apeteceu-me recuperar umas linhas que escrevi sobre a mesma personagem, há uns tempos atrás...

Um Oscar para Otelo? Não...

Sempre que vejo, ou ouço, o Otelo Saraiva de Carvalho não consigo deixar de me lembrar de um inquérito de rua, daqueles à porta de uma qualquer universidade, em que uma jovem, quando questionada sobre quem seria tal personagem, respondeu que deveria ser um "hotel de cinco estrelas"...

Otelo é, sempre foi um homem de contradições, de contra-sensos, quasi-esquizofrénico nas opções e na gestão da sua imagem pública. Militar de carreira, mas eterno aspirante a actor (quem não se lembra da sua inquietante participação num vídeo supostamente erótico com Julie Sargeant...)*. Efectivamente, ainda em Moçambique, Otelo experienciou, de forma entusiasta, as artes dramáticas no Liceu, num movimento artístico pouco apreciado pelas suas hostes paternas, que viam nessa deriva artística um perigo para os planos que existiam para o jovem Otelo... Que, poucos anos depois, enceta uma carreira militar, marcada pela conturbação e, mais tarde, pelo lugar central, com o nome de código Oscar**, na Revolução de Abril.

Inevitavelmente, e justamente, Otelo torna-se um dos símbolos da Revolução dos Cravos, iniciando um percurso errático e, porque não dizê-lo, duvidoso e questionável, contrariamente a outros, como por exemplo, o Capitão Salgueiro Maia.

Enquanto homem de contra-sensos, ávido de um certo protagonismo dramático (nos palcos da opinião pública, quiçá à falta de concretização noutros palcos...), Otelo*** abdica de ser protagonista em momentos em que o podia fazer, capitalizando o apoio popular existente, e avança, desajeitadamente, em alturas em que a prudência, a racionalidade e a lógica o desaconselhavam. De facto, há que assumir que Otelo é a figura central da estratégia no Quartel da Pontinha no dia 25 de Abril, mas também o homem do COPCON, uma das partes beligerantes (ou quase) do 25 de Novembro de 1975 e, porque não dizê-lo, das FP-25 de Abril (cuja referência à Revolução na designação, ainda hoje não é esquecida, nem perdoada, por muitos militares...).

As recentes declarações de Otelo sobre a "facilidade" com que poderia ser realizado um novo 25 de Abril, num misto de ameaça velada com desejo anacrónico de protagonismo, demonstram, na plenitude, a personalidade de Otelo Saraiva de Carvalho e a forma como, progressivamente, vai delapidando e desonrando o seu estatuto de personagem histórica. Ao ponto de proferir declarações (provocações a suplicar uma resposta que pudesse alimentar uma escalada pública simétrica?) que mereceriam uma atenção devida por algumas instâncias deste país... Mas, isto sou eu que acho...

Otelo insiste em não perceber que as revoluções, as mudanças, o futuro de um país não é um mero jogo de computador, em que podemos desligar a máquina, quais miúdos traquinas e pouco resistentes à frustração, quando as coisas não correm de feição, quando não atingimos aquilo que perspectivámos, reiniciando a missão ao sabor da nossa vontade e do controlo que temos sobre o jogo. Otelo insiste em perceber que o seu tempo já acabou e que as opções que tomou, que a personagem confusa e contraditória que criou para si mesmo perdeu o direito aos grandes palcos. E que se perdeu nas próprias contradições interiores e, quiçá, nas suas próprias frustrações mal resolvidas.

É que, porventura, e voltando ao início do post, Otelo quereria tudo menos, mais do que trinta anos depois do 25 de Abril, ser confundido com uma unidade hoteleira... Mas, e honrando a história e este episódio mais recente, há que sublinhar que os descontrolos da personagem que criou o condenam a pouco mais que isso.

O que lhe, nos vale é que a personagem está gasta, desacreditada e que há quem coloque as coisas em perspectiva, diminuindo os danos do rebelde (sem causa?). E aí, reconheça-se, a adequação das declarações e entrevistas de Vasco Lourenço, cruciais numa altura em que a mínima faísca pode desencadear consequências, pelo menos ao nível da opinião pública, imprevisíveis.

O que nos vale é que, nos dias de hoje, "Oscar" não mereceria muito mais que um Razzie...


* Não deixa de ser uma suprema ironia o facto de o seu nome corresponder (pelo menos foneticamente) ao nome de uma peça de William Shakespeare.

** Mais uma extraordinária coincidência... Otelo, o aspirante a figura dramática, com um nome de código de um prémio para os melhores actores cinematográficos.

** O que faria dele um excepcional "biografado". Um dia, um dia...

Domingo, 11 de Março de 2012

Terceira # 21

O "não" na parentalidade... Não... Nim... Sim?!

A propósito das minhas vidas aqui, no CIPP, escrevi este texto hoje, sobre questões parentais e sobre a influência do "não".

(...) No decurso da conversa, uma das questões que, como seria de prever, surgiu passou pela palavra que resulta da conjugação de três letras e um pequeno til, que, em conjunto, formam a palavra “não” e que, muitas vezes, assombra os pais e mães.

A este propósito, importa reforçar alguns pontos que, não sendo mandamentos infalíveis e imutáveis, são aspectos que poderão auxiliar a reflexão daqueles que nos lêem.

O não é uma palavra, uma ideia que, comummente, aflige os pais, confundindo o seu quotidiano e abalando as suas certezas. O medo que possa ser algo de traumatizante ou que possa funcionar como um elemento de afastamento dos filhos para com o pai, ou pais, que o proferem são temáticas referidas.

Importa reforçar que nenhuma abordagem parental fica completa sem o “não”, que deverá ser entendido com algo intrínseco à existência. Importa perceber que rigor é diferente de uma cega rigidez e autoritarismo imutável, esses sim potencialmente adversos.

Há que perceber que o “não”, na dose certa e contextualmente justificada, é uma óptima e necessária vacina contra a intolerância à frustração. Educar é uma maratona e não uma corrida de sessenta metros, pelo que os pais terão que conseguir educar para vida e não para o momento, definindo para consigo mesmos que o “não” deverá ser treinado, trabalhado, utilizado! 

Até porque, há que reflectir se os “nãos” não são uma estranha espécie em vias de extinção que, recorrentemente, se transfigura para uns constantes “nins” que, rapidamente, evoluem para “sins” ao sabor da aspereza do quotidiano e do bulício de um quotidiano (cada vez) mais agitado e stressante… Dá que pensar, não?

Aceitam-se encomendas, antes que esgote...

Vários tamanhos. Disponíveis para homem e mulher... :)

Aquisição obrigatória, depois do jogo de ontem.

Mais um lugar esquecido: Discoteca Jump

Mais um lugar esquecido, mais um lugar abandonado constante no fórum "Lugares Esquecidos". A Discoteca Jump, em São Mateus da Calheta, na Terceira, fez parte da movida terceirense durante vários anos, constituindo-se como um espaço de romaria nocturna. Após o seu fecho, penso que na década de 90, foi votada ao abandono, chegando ao estado que as fotos demonstram.







Sábado, 10 de Março de 2012

Não há como ter mais uma mãozinha para ajudar...

Acabei de ver a Académica a empatar com o Porto. Acabei de ver uma das exibições que mais me orgulhou da Académica nos últimos tempos. Equipa personalizada, guerreira, competente que vulgarizou uma equipa com um orçamento estratosférico, nos quarenta e cinco minutos da primeira parte. Bem sei que, neste ano, já ganhámos com três secos aos mesmos milionários de azul e branco, mas este era um jogo diferente, nomeadamente pela sequência de jogos das duas equipas.

Porto moralizado, qual ego inchado de narcisismo, cuja overdose de moral soçobrou nos calcanhares do empenho, humildade e capacidade coimbrã.

Leio no Público que, no lance que ditou o empate, "Pape Sow fez mão". Leio e irrito-me. Leio, irrito-me e relembro os manuais de anatomia que referem que as pessoas não podem destacar os braços do seu corpo. Leio, irrito-me e relembro noções básicas de motricidade que referem que para saltar há que movimentar os braços. Pape Sow não fez mão. A bola bate na mão de Pape Sow.


FC Porto 1-1 Academica por simaotvgolo12

Sim, corta uma eventual jogada de perigo. Mas há intencionalidade? Quem disser que sim é, no mínimo, desonesto. Ah... e será que o lance seria marcado na área contrária?... Fica a questão, bem como fica a revolta pela forma plástica como são definidos e decididos os lances de bola na mão nas áreas, pela sua mutação oportunista, nomeadamente em jogos que se prolongam, quase, até ao infinito, até ao limite da vergonha. Fica, também, a revolta pela forma como o melhor jogador em campo é castigado no epílogo do jogo. Sim, o melhor em campo não foi um milionário narcísico, mas um trabalhador incansável. Raios, não só estragam um jogo, como impedem mais uma daquelas metáforas que tornam a vivência do futebol tão extraordinária. Como se não bastasse...

O empate é mais do que justo, cada equipa vulgarizou a outra em cada uma das partes. Ouvir Vitor Pereira, no flash-interview, referir-se a questões de arbitragem é ridículo e delirante e constitui mais uma prova que o ego, ou os seus desequilíbrios, de tal "mister" nunca lhe permitirá aceder e manter grandes "cadeiras de sonho".

O jogo, pela emoção, imprevisibilidade, qualidade a espaços que patenteou, não merecia que o golpeassem desta maneira. O futebol pela sua beleza não merecia isto. Como é difícil gostar de futebol nestas alturas, como é irritante. Como é possível que não percebam que, como diria Jorge Jesus, o futebol é, mesmo, muità lindo.

Um boa banda sonora para...

... uma noite sem televisão.

Quinta-feira, 8 de Março de 2012

Sobre o Dia da Mulher...

Sou só eu que sinto que a comemoração do Dia da Mulher é um profundo paradoxo e a negação, em si mesmo, do princípio da Igualdade de Género?...

Segunda-feira, 5 de Março de 2012

A trunfa do Nolito




Ao senhor ou senhora que, segundo as estatísticas aqui do tasco, veio aqui parar quando fazia uma busca com "como fazer o penteado do Nolito", deixo a garantia que não faço, nem espero algum dia saber, como é que se faz semelhante coisa. Cumprimentos.